terça-feira, 16 de junho de 2015

O Reizinho Mandão

          Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava.
          Ele dizia que esta história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito longe daqui.
          Neste lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. De barba branca batendo no peito, de capa vermelha batendo no pé.
         Como este rei era rei da história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo que ele fazia era pro bem do povo.
         Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou rei daquele lugar.
          O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo.
          Precisa de ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta!
          Ele era tão xereta, tão mandão, que ele queria mandar em tudo que acontecia no reino.
          Os conselheiros do rei ficavam desesperados, tentavam dar conselhos a ele, que afinal é pra isso que os conselheiros existem.
         Mas o reizinho não queria saber de nada. Era só um conselheiro qualquer abrir a boca para dar um conselho e ele ficava vermelhinho de raiva, batia o pé no chão e gritava de maus modos:
         - Cala a boca! Eu é que sou o rei. Eu é que mando!
         Podia ser ministro, embaixador, professor.
         E tantas vezes ele mandava, que o papagaio dele acabou aprendendo a dizer "Cala a boca" também.
         Tinha horas que era até engraçado. O reizinho gritava "Cala a boca" de cá, e o papagaio gritava "Cala a boca" de lá.
         As pessoas, então, foram ficando cada vez mais quietas, cada vez mais caladas.
         E de tanto ficarem caladas as pessoas foram esquecendo como é que se falava.
         Até que chegou um dia que o reizinho percebeu que ninguém mais no reino sabia falar.
         Ninguém.

Ruth Rocha, 3º edição - Livaria Pioneira.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Minha autoria.


Depois de observar o dia a dia de algumas pessoas, mesmo que sejam apenas personagens de algum seriado, sei como é foda a dor do amor, não que eles sintam algo real, mas da para compreender com suas expressões que eles mesmos sendo atores decifram bem desta dor.
Gostaria de ter a sorte, mas ao mesmo tempo, vejo que isso poderia ser um azar, creio eu que apaixonar-se, amar e outros pode ser bem pior, ou melhor, que parece.
Odeio escrever sobre essas coisas, mas infelizmente são as únicas coisas que passam na minha cabeça depois de tanto tempo de solidão, e felizmente com tudo isso me apego aos vícios diários da bebida e do cigarro, alguns vão pensar, nossa temos um bêbado querendo se passar de escritor, não digo que vocês estejam errados, mas felizmente são meus companheiros que sei que não irão me abandonar ao menos que meu dinheiro não possa compra-los para acompanhar minha vida infeliz.           
Decorrendo a vida, vejo que às vezes e inúmeras delas, com meu jeito pacato de ser, consigo inúmeras vezes alcançar a decepção, mas nossa, os leitores pensam, não é só você seu otário que consegue, todos conseguem. Porém ao mesmo tempo vejo a felicidade estampada nos rostos de muitos casais que eu conheço, vejo, penso e reflito, porque não me conseguiria, uma musa que me inspira-se a ser, crescer e me encoraja-se a ser o que sou, um fiel escritor de lamúrias da vida, conturbadas no passado de infelicidades e traições.
Não vou dar nomes aos rostos, mas uma pessoa que estragou com essa pessoa que voz escreve um dia, poderão ler estas palavras e ver que foi sua culpa, era inocente na época, da vida não entendia nada, apenas sabia que no meu coração existia um pouco de sentimento que o chamava de amor, se fosse mais resistente, mas decidido, quem sabe a história de hoje poderia ser diferente, quem sabe perto de ti poderia ter sido feliz e infeliz ao término de nossa história, mas sei que nada disso acabou, as vezes você veem até mim me falando juras de amor, logo depois pisa em mim como se estivesse com seu tênis novo e pisa-se numa merda ao chão, com nojo luta para limpá-lo para que não tenha um mal cheiro vindo de seu pé, sinceramente me sinto apenas isso, uma merda no seu tênis, não gosto de lembrar deste passado, infelizmente é tenebroso como a escuridão da noite.
Porém sei que hoje, mais forte do que nunca, eu não consigo enxergar o amor, apenas um sentimento que reluta dentro de mim para se mostrar, o qual eu não deixo transparecer, com uma armadura que nada pode penetrar, é assim que meu coração esta, impenetrável nos dias de hoje, porém há algo dentro de mim que reluta intensamente para deixar nítido a todos que dentro desse homem, que um dia amou uma infeliz mulher, que ele realmente acredita no amor, só não sabe como mostrar à todos esse sentimento.
Quem sabe um dia ele aprenda, com os erros da vida, enquanto isso prefere viver em dor.